Morre aos 72 anos o cineasta Gustavo Dahl

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Morreu  neste domingo (26), aos 72 anos, o cineasta Gustavo Dahl. Argentino e naturalizado brasileiro, ele sofreu um infarto em Trancoso (BA). Iniciou sua carreira como montador e documentarista, tendo seu primeiro longa metragem filmado em 1968 (O Bravo Guerreiro), ao mesmo tempo manteve grande atividade na área crítica, tendo colaborado com as revistas Civilização Brasileira e Cahiers du Cinéma e publicando semanários nos diários Jornal do Brasil, Correio Braziliense e Folha de São Paulo. Todavia, foi após o convite de Roberto Farias que Dahl assumiu a superintendência de comercialização da Embrafilme, começando sua carreira como gestor público a qual prosseguiu ao longo dos anos.

“Cineasta, crítico e gestor público, com muitos prêmios, sua atuação à frente da Embrafilme a converteu na segunda maior distribuidora do país.” Diz a Ministra da Cultura Ana de Hollanda, em uma nota lamentando o falecimento de Dahl. Posteriormente o diretor ofereceria sua experiência a outras instituições do meio audiovisual brasileiro, como a presidência da Associação Brasileira de Cineastas, a Concine.

Na década de 90 retomou as atividades públicas através de artigos no Jornal do Brasil, onde criticou o modelo de intervenção estatal brasileiro, tais culminaram na sugestão para uma Secretaria Nacional de Política Audiovisual. Em 2000, foi chamado para presidir o III Congresso Brasileiro de Cinema, tornando-se o primeiro presidente da entidade homônima criada do evento. Foi convocado pelo governo a participar do Grupo Executivo da Indústria Cinematográfica, que, em conjunto com a Casa Civil da Presidência da República, produziu o plano estratégico Nova Política Cinematográfica, o qual sugeriria a criação da ANCINE. Com a criação da ANCINE em 2001, Dahl foi nomeado seu primeiro diretor-presidente. Até sua morte, Dahl era gerente do CTAV, Centro Técnico Audiovisual do Ministério da Cultura.

Nas palavras do CBC: “Grande guerreiro das nossas lutas pelo cinema e audiovisual brasileiro, Gustavo Dahl deixa uma imensa lacuna no cenário da cultura brasileira e uma dor enorme nos corações de todos que como ele dedicaram e dedicam sua vida à construção de um Brasil mais soberano e socialmente mais justo.”

 

 

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