Fifo Lima fala dos 18 meses de blog Cine Luz

Fifo Lima fala dos 18 meses de blog

Cine Luz: Tudo bem?

Fifo Lima: Tudo!

Cine Luz: Quanto tempo de blog?

Fifo: Tá chegando a 1 ano e meio.

Cine Luz: Um post por dia?

Fifo: Falhei em dois momentos, quando fiquei uma semana sem postar.

Cine Luz: Por que essa compulsão?

Fifo: Vai saber!

Cine Luz: Quantas visitas?

Fifo: No total, 31.850 visitas.

Cine Luz: Quantas visitas diárias?

Fifo: Atualmente, 90. Há 18 meses eram 30.

Cine Luz: Quem são e quantos visitantes?

Fifo: A maioria é de Santa Catarina. Há também de outros Estados brasileiros e do exterior. Não tenho uma medição, mas a motivação, acredito, é por informações sobre o cinema produzido no Estado. É também o caso de profissionais de SC que foram trabalhar em outras plagas e não querem perder o contato com o cinema da terrinha. São uns 300 visitantes, que se alternam em visitas diárias, semanais, mensais. É um gueto ampliado.

Cine Luz: Na chamada do blog, lá em cima, tá escrito: “Reflexões, Informes e outras Intervenções sobre o Cine Catarina” Você tem seguido este caminho?

Fifo: Sim. Só lamento que no caso de reflexões elas tenham sido sobre burocracia e não sobre filmes. Queria ter escrito sobre Cerveja Falada, dirigido por Guto, Demétrio e Cudo, um documentário raro pela maneira íntima em que o mestre cervejeiro Rupprecht Loeffler, de Canoinhas, é captado. O filme tem muitas nuances. O movimento de Dona Gerda, 86 anos, e Loeffler, 93, marido e mulher, por exemplo, daria um texto. Loeffer está sentado no escritório e a mulher o circula. Estão casados há mais de 60 anos. Desenvolveram códigos particulares e explícitos de entendimento e convivência. A alegria do filme é outra camada. Mas poderia falar também do que não me agradou, como o título do doc e o desfecho abrupto. Assiste duas vezes, e na segunda suportei melhor o corte final. Cine Luz: Este filme foi feito a partir de um SC em Cena, da RBS TV, não é? Fifo: Sim. Os diretores conheceram a cervejaria “Canoinhense”, de mestre Loeffer, em 2007, durante a gravação de um dos programas, que abordava as cervejarias surgidas a partir da chegada dos alemães. Aí resolveram fazer um filme em torno de Loeffer.

Cine Luz: Falando em SC em Cena… Acabou?

Fifo: Pois é. É o que parece. É uma pena. Era uma janela extraordinária. Talvez o programa possa ser repensado. Na verdade, não houve uma movimentação dos produtores, tentando negociar, conversar, propor alternativas. Enfim.

Cine Luz: Há outras janelas também!

Fifo: Claro, a Contraponto, do Maurício e da Kátia, produziu o Ser Cultural, série de programetes que foram ao ar pela RIC Record no final do ano passado e estão disponíveis numa página no Vímeo. É o primeiro projeto de TV financiado pela lei municipal de incentivo à cultura.

Cine Luz: E o cinema catarinense vai bem?

Fifo: Se formos julgar pela premiação em festivais, o ano de 2010 foi representivo. Tivemos premiações de filmes realizados pelo Edital Catarinense de Cinema (ex-Prêmio Cinemateca) e por outras fontes de financiamento. O blog tem publicado – às vezes com atraso -, é verdade, as premiações. É o caso do post anterior, sobre Cinemaiêutica, do joinvilense Rodrigo Falk Brum, indicado em 23 de janeiro para o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, o Oscar Nacional. Chamar de Oscar já é uma maneira colonizada de pensar, mas vá lá! Cine Luz: E qual é o futuro desta cinematografia que você chama catarina?

Fifo: Sinto muito, mas já acabou o tempo. Combinamos 30 minutos.

Cine Luz: Mas…

Foto: Fábio Brüggemann | Texto: Cine Luz

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